Os perigos da Síndrome de Hellp

A Síndrome de Hellp é um conceito relativamente novo na medicina, mas tem chamado a atenção dos profissionais devido sua gravidade. Este fenômeno ocorre durante a gravidez e merece uma atenção por parte dos pais, e principalmente da mulher. 

Apesar do seu tratamento durar dias ou semanas, a síndrome trata-se de uma complicação de caráter urgente. No Brasil o acometimento de grávidas pela Hellp é considerada rara. São menos de 15 mil casos por ano no país, o que favorece a falta de conhecimento sobre o assunto.

Os perigos da Síndrome de Hellp
Fonte: (Reprodução/Internet)

Veja quais pontos serão falados no texto:

  • Entenda o que é a Síndrome de Hellp;
  • Qual é a diferença entre Hellp e pré-eclâmpsia;
  • Quais são os sintomas da doença;
  • Como funciona o tratamento; 
  • Quem teve a Síndrome de Hellp pode engravidar? 

Entenda o que é a Síndrome de Hellp

A Síndrome de Hellp é uma complicação da hipertensão na gestação, conhecida como pré-eclâmpsia. Ela pode acontecer tanto no período gestacional, quanto após o parto. A Hellp é caracterizada pela destruição de hemácias, o que os médicos chamam de hemólise. 

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Além disso, também ocorre a diminuição do número de plaquetas e alteração das enzimas. Esses fatores podem oferecer perigo à vida do bebê e da mãe. Por isso, ela deve ser constatada o mais rápido possível.

A demora no tratamento da Hellp pode acarretar falência cardíaca, ruptura do fígado, insuficiência renal, hemorragias e edema agudo no pulmão, podendo culminar até mesmo na morte da gestante e do feto. 

Quais são os sintomas

Além de alterações na pressão, as mamães devem ficar atentas a outros sinais da Hellp. É comum que os sintomas apareçam entre a vigésima oitava e a trigésima sexta semana. Veja quais são os principais sintomas

  • Vômitos e náuseas;
  • Proteína excessiva na urina;
  • Alteração na visão;
  • Dor no estômago;
  • Olhos e pele amarelados;
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar. 

Para algumas gestantes que já tinham um quadro de pré-eclâmpsia, problemas nos rins ou no coração, diabetes ou lúpus, a apresentação desses sintomas é ainda mais perigosa. O recomendado é que procure imediatamente o obstetra.  

Qual é a diferença entre Hellp e pré-eclâmpsia?

Embora a Hellp esteja ligada à pré-eclâmpsia, elas são complicações distintas. A pré-eclâmpsia é a hipertensão arterial desenvolvida durante a gravidez ou preexistente à gestação. 

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Ela vem acompanhada por uma quantidade anormal de proteína na urina e, normalmente, aparece após a vigésima semana da gravidez. Esse conjunto de fatores antecedem a eclâmpsia, que são convulsões que as gestantes podem ter durante a gestação ou logo após o parto. 

Já a Síndrome de Hellp surge como desdobramento da pré-eclâmpsia ou eclâmpsia. Apesar disso, alguns casos mostraram que algumas mulheres que sofreram essa complicação tiveram a hipertensão arterial ou a proteína excessiva na urina.

Como funciona o tratamento

Por ser um alerta vermelho para as mamães, a Síndrome requer um tratamento mais rígido para poupar a vida da gestante e do bebê. A intervenção médica varia conforme o tempo da gestação, mas normalmente os médicos adotam o tratamento de indução ao parto.

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A gestante precisará ser internada na Unidade de Terapia Intensiva UTI. Se a grávida estiver na trigésima quarta semana, o obstetra irá acompanhar a gravidez e identificar o melhor momento para fazer o parto precoce. 

No entanto, se a gestação for menor que 34 semanas os médicos poderão dar injeções de corticoesteroides a fim de desenvolver o pulmão do feto. Com esse estímulo, os obstetras preparam o bebê para o parto. 

Agora, se o tempo de gestação for inferior a 24 semanas, o tratamento de indução ao parto tende a não ser eficaz. Assim, os médicos aconselham a interrupção da gravidez em razão do risco que a Hellp oferece à vida da grávida. 

Quem teve Hellp pode engravidar? 

Pelo fato da Síndrome de Hellp ser uma complicação obstétrica de natureza grávida, muitas mulheres questionam se é possível engravidar após o parto precoce. Ou até mesmo depois da interrupção da gravidez. 

Segundo a Dra. Sheila Sedicias, ginecologista e colunista da Tua Saúde, se a mulher tiver feito o tratamento correto durante a doença ela estará apta para engravidar novamente. 

Métodos preventivos 

Por ser uma complicação abordada recentemente pela medicina, os métodos preventivos  ainda não são claros. Mas, algumas medidas podem ser adotadas, inclusive para evitar outros problemas.

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No geral, os médicos recomendam que as mamães cuidem do peso e tenham uma alimentação saudável. Além de fazer exercícios físicos compatíveis com a gestação, serem acompanhadas por um obstetra e estarem com o pré-natal em dia.