Como funciona o processo de adoção para mães solteiras

Adotar uma criança é a maneira que alguns indivíduos acham para conseguir formar uma família, além de realizar o sonho de ser mãe e pai. Entretanto, quem disse que famílias são formadas somente por casais?

Algumas pessoas não sabem, mas hoje em dia não é necessário ser casada para poder adotar uma criança. Viúvas e mulheres solteiras também possuem o mesmo direito para entrar na fila de adoção. Para isso, confira como funciona o processo de adoção para mães solteiras no artigo abaixo.

Como funciona o processo de adoção para mães solteiras
Fonte: (Reprodução/Internet)

Adoção para mães solteiras 

O Código Civil brasileiro não faz referência ao estado civil do indivíduo que pode passar pelo processo de adoção no país. Diante disso, tanto mulheres solteiras, quanto viúvas e pessoas em união estável podem adotar uma criança.

Como funciona o processo de adoção para mães solteiras
Fonte: (Reprodução/Internet)

Basicamente, há três requisitos que precisam ser cumpridos para se candidatar à adoção: ser maior de 18 anos, ter estabilidade financeira e familiar e ser, ao menos, 16 anos mais velha do que o jovem que será adotado.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além das exigências citadas acima, é necessário participar de um curso de preparação psicossocial e jurídica para adoção. Geralmente, ele tem duração de dois meses e conta com aulas semanais.

Como funciona a adoção para mulheres solteiras?  

Não pense que é só realizar os procedimentos citados acima e ir à uma casa de assistência ou orfanato que a mulher irá conseguir adotar uma criança. O CNJ, órgão responsável por essa temática no Brasil, determinou algumas outras condições.

Como funciona o processo de adoção para mães solteiras
Fonte: (Reprodução/Internet)

Abaixo, nossa equipe separou as principais informações acerca do processo de adoção para mães solteiras. Tivemos como fonte, advogados especializados em direito familiar e o próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Vara da Infância e Juventude

Primeiramente, é necessário procurar a Vara da Infância e Juventude da cidade em que vive e levar alguns documentos de identificação pessoal e de renda. Além disso, deve-se levar algumas declarações. De maneira geral, é solicitado:  

  • CPF;
  • Identidade;
  • Certidão de nascimento;
  • Comprovante de residência;
  • Comprovante de rendimentos;
  • Atestado médico de saúde mental;
  • Certidões cível e criminal.

Avaliação Psicossocial

Depois do cadastro feito e do curso realizado, a interessada passará por uma avaliação psicossocial, o qual consiste em entrevistas e visitas domiciliares feitas por responsáveis técnicos. Nesta etapa, a equipe irá verificar como a futura mãe vive e suas condições.

Entrevista

Durante a entrevista, a mulher poderá falar um pouco melhor sobre o perfil da criança ou jovem que queira adotar, mencionando o gênero, idade e até o estado de saúde. Também é possível escolher se prefere uma criança que tenha irmão(s).

Cadastro Nacional de Adoção (CNA)

Caso tudo ocorra de maneira correta, a interessada é aprovada e o seu nome entra no Cadastro Nacional de Adoção. Assim, ela será colocada na fila de adoção automaticamente e pode esperar para encontrar uma criança com o perfil detalhado.

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Fonte: (Reprodução/Internet)

Perfil compatível

Caso apareça um jovem com o perfil compatível, a Vara de Infância irá falar para a mulher e apresentar o histórico da criança. Se houver interesse, eles serão apresentados e o processo de convivência iniciará. Todo o procedimento é acompanhado pela Justiça e por uma equipe.

Último passo

Se tiver interesse em ambas as partes, chegou a hora de receber a guarda provisória. Nesta parte, a criança já mora com a nova mãe e recebe algumas visitas da equipe, que irá fazer uma avaliação conclusiva

Após tudo aceito, o juiz realiza a sentença de adoção e a criança ganha uma nova certidão de nascimento. Caso queira, a mãe pode alterar o primeiro nome do filho. É bom conversar com a criança antes de mudar. 

Cadastro reprovado

Em caso de reprovação, não é preciso desistir de primeira. Tente detectar o motivo pelo qual o cadastro não foi aprovado.  Às vezes, a equipe considerou que a interessada deseja adotar devido algumas questões não condizentes, como superar o fim do casamento, por exemplo. 

Inspire-se: famosas que adotaram crianças enquanto eram solteiras

Pensando em adotar uma criança sendo mãe solteira? Nós podemos te dar um empurrãozinho, mostrando algumas mulheres famosas que passaram por esse momento. Hoje em dia, todas estão bastante felizes e curtindo muito a companhia dos filhos.

Como funciona o processo de adoção para mães solteiras
Fonte: (Reprodução/Internet)

O portal Your Tango listou algumas celebridades que adotaram crianças enquanto ainda estavam solteiras. Confira a lista e inspire-se. 

Kristin Davis

A atriz Kristin Davis interpretou Charlotte em uma das séries mais famosas do mundo: Sex and the City. Em 2011, a famosa adotou uma menina, como o nome de Gemma Rose Davis – uma fofura em pessoa.

Madonna

Mesmo não estando casada com Guy Ritchie, Madonna, em 2008, resolveu entrar na fila de adoção para ter mais uma criança: Mercy James, do Malauí. O menino se juntou ao outro filho adotivo, o David Banda, de apenas 5 anos. 

Sheryl Crow

Embora tenha tido caso com alguns famosos, como Lance Armstrong, Sheryl sobreviveu a um câncer e ainda não conseguiu encontrar a sua outra metade. Entretanto, há com quem ela compartilhar amor: Wyatt, de 4 anos, e Levi, de 1 ano.

References

mulheres famosasVeja 7 famosas que adotaram enquanto eram solteiras